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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Pagu na Bienal


Ícone de seu tempo e “musa trágica” do Modernismo Brasileiro, como a definiu Mário de Andrade, Patrícia Galvão (1910-1962), a Pagu, completaria 100 anos em 2010. E para homenageá-la, a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo trará uma programação especial em comemoração à data. No dia 17 de agosto (terça-feira), às 19h, a professora Lúcia Teixeira Furlani e o filho de Pagu Geraldo Galvão Ferraz, autores do livro “Viva Pagu: Fotobiografia de Patrícia Galvão”, participam da palestra “Eterna Pagu”, que acontecerá no Salão de Idéias da Bienal. Juntos, eles apresentarão a vida e a obra de Pagu, baseados no livro editado em parceria pela Imprensa Oficial e Editora Unisanta. Logo depois da palestra, às 21h, os autores participam de uma sessão de autógrafos no estande da Imprensa Oficial na Bienal.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A receita da juventude, segundo Pagu

Lúcia Teixeira Furlani fala aos jovens durante a FlipZona, em Paraty

Eles chegaram sem saber quem era Pagu. Poucos levantaram a mão quando a professora e escritora Lúcia Maria Teixeira Furlani, autora da fotobiografia Viva Pagu, da Imprensa Oficial e Editora Unisanta, perguntou quem conhecia a famosa musa do Movimento Modernista. Depois de uma hora, música, vídeos e uma conversa bem informal esses jovens de Paraty e outros lugares, na faixa dos 12 aos 17 anos, saíram do espaço da Flipzona conhecendo várias faces de Patrícia Galvão.

Falar da centenária Pagu para jovens não é uma tarefa fácil. Mas Lúcia Maria estuda há 22 anos a vida da autora e sabe exatamente o que destacar. Para começar, um documentário sobre Patrícia. Depois, todos cantando com ela a música "Pagu". O terceiro passo foi alternar fala com um documentário em três atos traçando a trajetória fascinante de Patrícia.

De cara, Lúcia disse que Pagu não tem idade, da mesma forma que muitos naquele lugar: "Pessoas que acreditam, que assumem suas paixões e suas angústias, que buscam seus sonhos, não envelhecem. A maturidade não se conta pela idade, mas pela intensidade dos sentimentos, como Pagu. Ela não parou de se revelar por toda sua vida. Era uma mulher do século passado que hoje seria moderna se estivesse viva".

Para que os jovens conheçam mais sobre Pagu, Lúcia Maria também indicou o twitter (@100anosdepagu), o blog e o site www.pagu.com.br. No final da palestra, Lúcia lembrou o ator e autor Plínio Marcos, que conviveu com Patrícia Galvão, em Santos, e que recebeu dela duras críticas em um texto. Ele disse que depois dali foi estudar e cresceu profissionalmente e que por isso, para ele, elogios e críticas ficaram muito relativos. "Para Plínio, Patrícia era um anjo anárquico que veio para nos inquietar". Quase no final, Lúcia lembrou que a nossa sociedade ainda sofre com a violência e a falta de fraternidade e liberdade, problemas que tanto incomodavam Pagu. Mas em alto astral terminou com vários vivas a Pagu. Para Pagu e para ela, que foi muito aplaudida nesta programação da FLIP voltada para jovens.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Viva Pagu chega a Santos

Santistas poderão conferir a exposição Viva Pagu a partir de 19/08

Chega a Santos mais uma exposição em comemoração ao centenário da Musa do Modernismo Brasileiro. Depois de conferirem a exposição “Santos e Pagu” que ficou em cartaz no Museu do Café até o último dia 1º, os santistas terão a chance de ver a mostra “Viva Pagu” que foi visitada por mais de 7 mil pessoas na Casa das Rosas, na capital. A exposição traz manuscritos inéditos de suas obras, suas cartas, fotografias legendadas por ela e cadernos. A curadoria é de Lúcia Maria Teixeira Furlani, autora de vários livros sobre Pagu. A exposição será aberta no dia 19 de agosto e ficará em cartaz no 4º andar do Bloco E da Unisanta (Rua Cesário Mota, 8 – Ed. Leonilde e Sílvio Pirilo) até o dia 26 de agosto, com entrada gratuita.

Na mesma noite de abertura da mostra, acontecerá o lançamento do livro “Viva Pagu – fotobiografia de Patrícia Galvão”, co-editado pela Imprensa Oficial e Editora Unisanta, escrito pela professora Lúcia Teixeira Furlani e Geraldo Galvão Ferraz, filho de Pagu. Ainda sobre o livro, a autora participará da Flipzona – a área dedicada a jovens durante a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) - e também da Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

SERVIÇO
Exposição Viva Pagu
Data: De 19 a 26 de agosto de 2010
Local: Universidade Santa Cecília (Rua Cesário Mota, 8 – Bl E – 4º andar – Ed. Leonilde e Sílvio Pirilo)
Horário de visitação: das 9h às 21h.
Visitas monitoradas: agendamento pelo email vivapagu@unisanta.br; pelos telefone (13) 3202- 7180 ou 3202-7162 (grupos escolares)
GRÁTIS

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Alunos da Unisanta promovem Mostra de Arte em homenagem à Pagu, de segunda-feira (2/8), até dia 14/8

A mostra de Arte Memórias da Pele – homenagem dos alunos da Universidade Santa Cecília (Unisanta) ao centenário de nascimento de Pagu, ficará aberta ao público de segunda-feira (2/8), a partir das 20 horas, até dia 14/8, na Galeria e Espaço Cultural Unisanta, com entrada franca. São 43 trabalhos selecionados, feitos por estudantes dos cursos de Artes Visuais, Arquitetura e Urbanismo, Design de Interiores e Multimídia, sob a orientação do professor Gilson de Melo Barros.

Os estudantes pesquisaram as obras e procedimentos desenvolvidos por artistas pertencentes às Vanguardas do Século XX, fazendo uma conexão com expressões do Movimento Modernista brasileiro, explica o professor, diretor de teatro e artista Melo Barros. Em seguida, inseriram nesse contexto a participação da escritora e ativista política Patrícia Galvão, para criar os trabalhos que serão apresentados por meio da técnica de ensamblagem – informações plásticas contidas em caixas vitrines.

Patrícia Galvão, a Pagu, como ficou mais conhecida, além de musa modernista, e notável jornalista, foi um “dínamo do movimento teatral santista em seu momento germinal, e foi também seu mundo sem simulação”, acrescenta Melo Barros. “Íntegra, decidida, ativa militante, personalíssima em seu comportamento, foi também a dor da ausência, o peso das torturas, a cor das desilusões, a bala na agulha e o mar revolto. Por trás da rima da canção, silêncios e contra mão”.

A Galeria de Arte e Espaço Cultural Unisanta fica na Rua Dr. Osvaldo Cruz, 275 / Térreo).

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Mais um pouco de Pagu

Pagu, como ficou conhecida Patrícia Galvão, é lembrada em uma exposição que ocupa o Museu do Café (Rua XV de Novembro, 95 – Centro) desde o dia 18 de julho. Devido ao seu grande sucesso, a mostra que integra a programação do projeto Viva Pagu foi prorrogada até o dia 1º de agosto. Ainda em agosto, a cidade receberá a exposição Viva Pagu, atualmente em cartaz na Casa das Rosas, na capital, e terá também o lançamento da fotobiografia da musa do Modernismo que completaria 100 anos em 2010.

Intitulada “Santos e Pagu”, a exposição relaciona a obra e a vida de Pagu com
histórias vividas por ela na cidade. Para remontar os passos da libertária, a curadora da mostra e presidente do Centro de Estudos Pagu Unisanta Lúcia Maria Teixeira Furlani reuniu fotos, imagens e documentos inéditos.