sexta-feira, 24 de maio de 2013

Simulações que definirão novos limites do canal do Porto de Santos começam segunda-feira


Tendo em vista o estreitamento do canal de entrada do Porto de Santos, que ocorrerá para permitir a homologação de maior profundidade, a Praticagem de Santos propôs às Autoridades Marítima e Portuária a realização de manobras em simulador. As simulações têm o intuito de evitar que os grandes navios que operam atualmente no porto sofram restrições em função do novo balizamento do canal e do consequente estreitamento, ocorrido após as obras de seu aprofundamento. De acordo com os critérios técnicos recomendados pelas normas pertinentes, a dimensão dos navios e as condições de navegação podem receber limites inferiores aos atuais.
“Na tentativa de evitar que os grandes navios que já operam no porto sejam impedidos de entrar, bem como para minimizar o prejuízo que poderá ocorrer à dinâmica do tráfego no porto, a Praticagem propôs a simulação para, utilizando-se de toda a perícia e ‘expertise’ dos práticos, verificar quais seriam os limites máximos do novo canal, em condições próximas da realidade”, revelou o presidente da Praticagem de Santos, Paulo Sérgio Barbosa.

As simulações serão realizadas em duas etapas. Nesta primeira etapa, programada para os dias 27, 28 e 29 de maio, serão definidas as dimensões máximas dos navios que poderão navegar pelo novo canal.

Em junho, serão realizadas simulações para definir se o novo canal, mais estreito que o atual em determinado trecho (entre as boias 3 e 4), permitirá o tráfego em mão dupla. Se isso for permitido, então serão definidas as dimensões máximas dos navios que podem cruzar em trechos mais estreitos.

“A Praticagem está sempre atenta à navegação no canal e tem possibilitado, com sua perícia e conhecimento do local, o aproveitamento máximo dos navios que operam no porto”, disse Barbosa.

A Praticagem faz o monitoramento das condições climáticas e da maré para possibilitar a entrada ou saída de navios com calado superior aos 12,00 metros, que seria o máximo recomendado pelas normas técnicas com a profundidade atualmente homologada. “Programamos a manobra do navio para o momento de pico da maré, quando ela sobe cerca de um metro, e isso tem permitido a navegação de embarcações com até 13,3 metros de calado”, explica Barbosa. A utilização da “janela de maré” multiplica a capacidade de transporte: a cada dez centímetros ganhos, mil toneladas em média são adicionadas à carga embarcada; em outras palavras, até 26 mil toneladas a mais de carga em cada escala pode ser embarcada.

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